quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Na minha cidade...

Escorrendo pelos meus ombros, a água descia. Nem quente, nem fria. No ponto, refrescante! Ah...nada como um bom banho pela manhã. Tira a inhaca, defenestra qualquer energia negativa.
Me considero um cara meio anormal, não por disturbio, pelos habitos peculiares. Transformo qualquer atividade simples, em ritual. Acordo, um pulo no banheiro para colocar o gigante para chorar (desculpa gente, mas não pude deixar passar essa piada) tomar água antes de qualquer coisa, ligar a tv, tomar café com leite, acompanhado do pão com manteiga, depois disso; o mais importante: tomar posse do trono, onde sou rei (deu pra entender, né?).
Se não fizer nada disso, começo o dia meio avesso.
Moro relativamente perto do metrô, mas como detesto suar, pego uma Van até lá. E que Van! Ar condicionado, acomodação somente para pessoas sentadas, motoristas educados e cobradores do mesmo nível.
No metrô não é diferente. Linha vermelha, ligação entre as regiões Leste e Oeste. Eu sou Leste, zona leste! Uma das regiões mais tranquilas de São Paulo, lugar de gente civilizada. Lá, não existe filas, gente agitada, brigas, calor, ou seja, qualquer situação de stress, não passa nem perto do meu lugar.
Um exemplo de transporte público. Dizem que os londrinos, já estão tentando implementar nosso modelo por lá.
Lembro dos meus pais dizerem, que não tinham perpectivas de melhorias, que a humanidade estava perdida. Nada está perdido, nunca! Eu pensava, e hoje vejo que tinha razão.
Da política, recordo que as opiniões eram sempre acidas. Poucas palavras, incrédulos. Hoje minha mãe, tem vergonha do tempo de pessismo. Vivemos no maior exemplo que pode haver de democracia. Política por aqui é exatamente o que aprendemos na escola, na vida acadêmica. História e sociologia fazem o maior sentido!
Exemplo disso, são as campanhas dos candidatos que concorrem a prefeitura no segundo turno. Jogam limpo, sem ofensas. Nada parecido com o nosso passado. Quem não se lembra daquele velho caso em que a candidata questionou a sexualidade do seu concorrente? Mesmo àquela época, pensava se a preferência sexual de alguém, seria referência de honestidade e idoniedade.
Hoje, isso não existe mais!
Os discursos são únicos, sem referências pessoais. Até porque, os dois são exemplos de honestidade e fidelidade partidária. Não carregam processos de outros mandatos. Não há nada que possa desaboná-los!
A única coisa que sei, é que independente de quem ganhar, minha cidade estará bem servida.
Como São Paulo é linda! Cada passo que você dá, existe sempre um cartão postal. Sempre ouvi dizer, que bonito era Londres, Madri, Paris, Roma. Aqui era o submundo. O que será que os "arrogantezinhos" europeus pensam isso tudo hoje em dia? E os brasileiros que foram morar fora do país, por não acreditarem em sua pátria? Entre amar e deixa-lo, eles preferiram a segunda opção.
Se fosse nos tempos de Médici!?...
Já nem me lembro da última vez que ouvi falar em assalto, de sequestro então...
Se quero comer, consigo isso com uma simples moeda de 1 real. Não existe mais filas, nem o questionamento quanto a qualidade. Coisa simples e nutritiva, na medida certa!
Um dia, minha mãe me disse, que pensou que fosse chegar uma hora que o trânsito invadiria nossas casas, que era tudo uma questão de tempo. Me pergunto como conseguiram transformar tudo nessa maravilha? Nesse exemplo de urbanização, de ar puro.
Diziam que escola boa, era coisa de gente rica. Que ensino de qualidade, era para poucos, o que será que eles diriam se vissem como tudo está hoje?
Escola é em tempo integral. Formadora, objetiva, globalizada. As nossas crianças, com 10 anos já falam dois idiomas, além do nosso. Podem escolher, francês ou italiano, além do inglês, claro. Com 18 anos, já têm uma profissão, estão aptos para o mercado de trabalho. A cultura e a tradição são respeitadas, ou seja, já saem de lá para faculdade como cidadãos formados.
Disse para minha mãe, que o sonho podia até ser distante, mas um dia ele se realizaria.
Tudo que existe hoje é graças a política. Sem ideais você não é nada, o mundo não é nada. Para ser sincero, não fizeram mais que suas obrigações, já estão lá exatamente para isso, para melhorar o cenário onde vivemos, criar condições para um mundo melhor!
Tale coisa e coisa e tale
No Corinthains, contínua tudo como era antes.
Transparência e renovação? E todo mundo é bobão?
Investidores que ninguem sabem a origem (assim como a MSI) sob a alegação de que querem a identidade preservada. Façam-me o favor! Depois dos diversos escandâlos, e de quase terem destruído o clube, ainda aparecem com esse papo?
Cruz Credo!
No campo, o Corintinha já subiu, agora quer somente afiar o elenco para a série A do ano que vem.
Apontei o Palmeiras como favorito ao título do brasileirão. Dentre os piores, o Verdão era, na minha opinião, o time mais razoável do campeonato. Não que tenha mudado radicalmente de opinião, contínuo achando o pessoal lá do palestra um dos favoritos, só que com uma companhia: do São Paulo.
O que definirá a pretensão do Tricolor é exatamente o chamado Choque Rei( como era chamado o clássico na década de 70, entre São Paulo e Palmeiras). Se ganhar, o tricolor dará passos largos para seu 6 título, acabando de uma vez por todas, com essa babaquice de taça de bolinhas.
Mais do ridículo, foi desastrosa a declaração do Fanfarrão Marcio Braga (presidente do Flamengo) de que já estava preparando a festa para comemorar o título do mengão. Resultado: levou um sapeco do Galo em pleno Maracanã.
Não contente, disse não conhecer o time do Vasco da Gama, às vésperas do clássico com o rival.
Tiro no pé é pouco. Isso pode motivar até o moribundo Vascão!
Achei que não fosse estar vivo para assistir a Venezuela entra em campo contra o Brasil se achando favorita. Até a torcida deles, que sempre foi para as arquibancadas, mais para ver o nosso futebol, do que própriamente para ver a seleção deles. Os caras tiveram manifestações de hostilidade, tanto com os jogadores brasileiros, quanto com os torcedores.
Só pode ser influência do Cérebro - o Hugo Chaves ( pra quem não se lembra, Cérebro é o nome de um dos ratos de um desenho animado, que nos episódios criam diversas alternativas de dominar o mundo, uma alusão totalmene cabível, se considerarmos o tamanho dos dois personagens e suas pretensões).
Será que eles acharam que o jogo era beisebol?
Bola rolando, o Brasil teve de imediato um lampejo do Kaká, que na sua principal jogada, arrancou e bateu forte sem chances pro goleiro de jogo de botão venezuelano.
Depois disso, o Robinho, chutou de fora da área, (coisa rara na carreira) e mais uma vez o goleiro braço de jacaré não pegou.
O resto, foi um treino de luxo, e as habituais falhas da nossa seleção (nossa?), o que consagrou o tão criticado (pelos paulistas) goleiro Julio César.
Resumo, 4 a 0, e dever cumprido.
Ontem, foi a reprise do jogo com a Bolívia. Retranca armada pelos colombianos, que assustavam o Brasil insistentemente. Eu, como não sou bobo, nem nada, fui dormir.
Acordei hoje e fiquei sabendo do resultado: gueba a gueba (0 a 0) como dizia meu pai.
A política, o capitalismo e a ganância, estão acabando com uma das poucas alegrias que o povo brasileiro tinha, que era o futebol. Resultado disso, é a queda nos indices de audiência nos últimos tempos em jogos importantes, principalmente, da seleção canarinho, outrora xodó da nação.
Mas como diz o outro: " O importante é ter sáude"